Carreata pró-Bolsonaro reúne 25 mil veículos na área central do DF
Grupos que apoiam o presidenciável do PSL saíram às ruas do Distrito Federal na manhã deste domingo (30/9)

Um dia após protesto promovido pelo movimento de mulheres contra Jair Bolsonaro, grupos que apoiam o presidenciável do PSL saíram às ruas do Distrito Federal neste domingo (30/9), em carreata com mais de 25 mil veículos, conforme números divulgados pela PMDF. A concentração começou às 8h30 em diversos pontos da capital e, por volta das 13h, a dispersão. Os dois lados do Eixo Monumental ficaram tomados de carros. Outros 19 estados registram atos a favor do presidenciável.
Enquanto dirigiam pelas asas Sul e Norte, os apoiadores postulante ao Palácio do Planalto promoveram buzinaços, hastearam bandeiras do Brasil e imitavam a “arminha”, gesto com as mãos popularizado por Bolsonaro. No Sudoeste, o trânsito chegou a parar.
Questionada sobre a quantidade de participantes, a Polícia Militar explicou que o número total de veículos equivale a todo o período de manifestação, cerca de quatro horas e meia, e que a PM levou em conta a circulação dos carros não só nas seis faixas do Eixo Monumental mas em outras regiões, como o Sudoeste e as asas Sul e Norte.
Segundo a PM, na dispersão foram 6 faixas ocupadas, com 20 a 30 carros passando por minuto por faixa. Também perguntada se muitos motoristas estavam indo para outros destinos e entraram sem querer na carreata, pois não havia bloqueios nem aviso sobre a manifestação, a corporação reforçou a metodologia usada e informou que “tinha muito carro, tanto nas vias principais quanto nas secundárias”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesÀs 10h, quatro faixas do Eixo Monumental estavam bloqueadas pela manifestação. “O que não compreendo do movimento #EleNão é o ‘discurso contra o extremismo’. Como posso falar que ele [Bolsonaro] é desrespeitoso? São rótulos rasos. Não entendo um movimento que pede respeito e desrespeita ele. Ele tem boas propostas”, disse Rosiane Moura, servidora da Secretaria de Educação.
“Todas as ideias atraem. Ele quer fazer o que o PT não fez. Para arrumar não tem como. Tem muita baderna. Ele fará a transição. Vai melhorar muita coisa”, afirmou Alan John, motoboy e ex-militar.
Da Esplanada, parte dos manifestantes se dirigiu à sede da Rede Globo em Brasília, na Asa Norte, para protestar. Em carro de som, os organizadores do evento criticam a investigação referente ao ataque sofrido pelo candidato do PSL. “Quem mandou matar o Bolsonaro?”, questionam.
A manifestação em Brasília segue a mesma linha ocorrida em outras unidades federativas no sábado (29). Pelo menos 16 cidades também registram mobilizações favoráveis ao candidato, entre elas o Rio de Janeiro(RJ), Rio Branco (AC) e Campo Grande (MS).
#EleNão
Nesse sábado (29), dezenas de cidades no Brasil e no exterior foram palco de atos contrários a Bolsonaro. Todas as capitais tiveram manifestações contra o capitão da reserva e deputado federal por sete mandatos, que lidera as recentes pesquisas de intenções de voto para o primeiro turno, com 28%, seguido por Fernando Haddad, do PT, que tem 22%. Os atos foram coordenados pela campanha #EleNão, criada dentro de um grupo no Facebook que reúne 3,8 milhões de mulheres.
No Distrito Federal, sete mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, participaram de ato em desfavor do presidenciável. O grupo se concentrou na Rodoviária do Plano Piloto e, depois, caminhou até a Torre de TV.
Ao redor do mundo, protestos ocorreram em cidades da Argentina, Chile, Espanha, França, Portugal, Alemanha, Itália, França e Suíça. As lideranças do movimento afirmam que a campanha é para alertar a população acerca das ideias de Bolsonaro, consideradas pelos participantes como “fascistas e machistas”.





















